Lesão do Ligamento Cruzado Anterior do joelho

O ligamento cruzado anterior (LCA) é uma estrutura fibrosa localizada no centro do joelho.  Ele atua como um dos principais estabilizadores dessa articulação,  impedindo que ocorra uma translação anterior da tíbia (osso da perna) com relação ao fêmur (osso da coxa). O LCA é um dos ligamentos mais frequentemente lesionados do joelho. Em geral, a incidência de lesão desse ligamento é maior em pessoas que participam de esportes, como basquete, futebol, esqui, tênis e lutas.


Mecanismo de lesão do Ligamento Cruzado Anterior

A maioria das lesões do ligamento cruzado anterior está relacionada à prática esportiva, principalmente esportes que exigem mudanças rápidas de direção associada ao contato corporal.

São mais frequentes na segunda e terceira década de vida e, apesar do atual aumento da incidência no sexo feminino, ainda predominam na população masculina.

Dentre os principais mecanismos de lesão, destacam-se os traumas rotacionais, conhecidos como entorse. O trauma geralmente ocorre com o pé fixo ao solo, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia.

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Sintomas

Muitas pessoas sentem um estalido no joelho quando ocorre a lesão do LCA. Logo após o trauma o joelho pode ficar inchado e muito doloroso.

A principal queixa de quem possui um joelho com lesão do ligamento cruzado anterior é o falseio – sensação de que o “joelho saiu e voltou ao lugar”. Isso pode ocorrer tanto em atividades da vida diária, como descer ou subir escadas, quanto em atividades esportivas recreativas ou profissionais.

Com a perda de estabilidade, o joelho passa a sofrer um processo de desgaste mais acelerado, podendo levar a uma osteoartrose (artrose) no futuro.


Tratamento da lesão do ligamento cruzado anterior

O tratamento varia de paciente para paciente e depende do nível de atividade do paciente, grau de lesão e sintomas de instabilidade.

O prognóstico de uma lesão parcial do LCA é frequentemente favorável, com um período de recuperação e reabilitação geralmente de 3 meses. No entanto, alguns pacientes ainda podem ter sintomas de instabilidade. 

Rupturas completas têm um resultado menos favorável sem intervenção cirúrgica. Alguns pacientes são incapazes de participar de esportes, enquanto outros têm instabilidade durante atividades normais, como caminhar. Essa variabilidade está relacionada à gravidade da lesão original do joelho, bem como às exigências físicas do paciente

A individualidade de cada paciente deve ser levada em conta na hora de decidir pelo melhor tratamento.  Em casos em que o paciente é um adulto jovem, ativo, pratica esportes, ou cujo o trabalho está exposto a situações de risco potencial para torções do joelho, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. O tratamento não cirúrgico pode ser eficaz para pacientes idosos ou com um nível muito baixo de atividade.